Quinta, 29 de Outubro de 2020
(71) 98461-8442
BRASIL SUCESSO

DR.CRISTIANO ZANIN, ADVOGADO DE LULA, COMPLETA 20 ANOS DE CARREIRA.

O advogado Zanin fala em carta aberta de sua trajetória na advocacia, e do preço que vem pagando por defender o ex-presidente.

17/09/2020 11h27 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: WEB
Dr. Cristiano Zanin Martins (Advogado).
Dr. Cristiano Zanin Martins (Advogado).
  • Dr. Cristiano Zanin Martins,um dos maiores e mais renomado advogado do país, completa 20 anos de carreira na advocacia, o ilustre advogado que faz parte de uma das maiores bancada de advogado do mundo, divulga uma carta aberta no dia em que completa 20 anos de carreira e relata o alto preço que vem pagando por defender o maior líder político do Brasil o ex-presidente Lula, leia aqui a integra da carta do Dr. Zanin.
  • "Com orgulho, completei 20 anos de advocacia em 2020 e faço parte de um escritório de que tem 50 anos. Já enfrentamos muitas batalhas. Temos nossa marca em alguns dos mais importantes julgamentos da Justiça brasileira e também em Tribunais Internacionais em litígios decisivos (“bet-the-company”). Sabia que ao assumir a condução da defesa do ex-presidente Lula na “Lava Jato” sofreríamos muitos ataques. Eles vieram desde 2016. Tentaram deturpar nossas atuações do passado (tentaram transformar até os honorários sucumbenciais relativos a uma ação que vencemos da Odebrecht em consultoria para o grupo) e fizeram até os grampos ilegais no principal ramal do nosso escritório, autorizados pelo então juiz Sergio Moro. Ainda em 2016 levamos ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, juntamente com Geoffrey Robertson, QC, um dos mais renomados advogados de direitos humanos do mundo, o primeiro comunicado de um cidadão brasileiro sobre grosseiras violações às suas garantias fundamentais. Em 2018, conseguimos uma liminar inédita nesse processo da ONU para que Lula participasse das eleições presidenciais daquele ano – decisão que era obrigatória e vinculante, mas que foi descumprida pelo Brasil por julgamento realizado pelo TSE por maioria de votos. Desenvolvemos no país, de forma precursora, o conceito de “lawfare”, que, em obra conceitual lançada no ano passado com Valeska Teixeira Martins e Rafael Valim, foi definido como o uso estratégico do Direito para fins de deslegitimar, danificar e aniquilar um inimigo. Apresentamos as técnicas e as táticas do fenômeno nessa obra. Dentre elas, a “criação de obstáculos à atuação de advogados que lutam contra arbitrariedades do Estado” e também o uso de delações para produzir falsas incriminações. Tivemos recentes vitórias importantes na Justiça no caso do ex-presidente Lula, reconhecendo a atuação ilegal e com motivação política da "Lava Jato", como no caso em que Moro anexou a delaão de Palocci em um processo de Lula seis dias antes das eleições presidencias. Também temos a expectativa de que a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro seja julgada em um futuro próximo pelo Supremo Tribunal Federal porque pendente de análise desde 2018 - e o resultado poderá resultar na nulidade de processos abertos pela Lava Jato de Curitiba contra o ex-presidente e também no restabelecimento de seus direitos políticos, como diz a lei. Por outro lado, a "Java Jato" está cercada de denúncias não esclarecidas, inclusive sobre as palestras realizadas por seu integrantes. Verifiquei que muitas delas foram feitas para o "Sistema S", que colocaram na acusação contra mim - do qual nunca recebi qualquer valor. Nunca conseguimos ouvir o depoimento de Tacla Duran, por exemplo. Também mostramos que os arquivos da Odebrecht, usados como "prova" pela Lava Jato, foram adulterados e estamos pedindo o acesso a uma cópia do original apreendido na Suíça. É nesse contexto que no último dia 08/09 a Lava Jato realizou um grande ataque à advocacia por meio de  decisão proferida pelo juiz Marcelo Bretas, que, segundo diversos registros da imprensa, é um admirador do bolsonarismo e candidato “terrivelmente evangélico” a uma vaga no STF, cuja atuação também foi por nós denunciada perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em uma das atualizações que fizemos perante aquela Corte Internacional. A decisão de Bretas foi baseada exclusivamente na delação do Sr. Orlando Diniz, ex-dirigente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), uma entidade privada que congrega os interesses de mais de 320 mil estabelecimentos empresarias daquele Estado e que, por força de lei, também administra o Sesc-RJ e o Senac-RJ. Nosso escritório foi contratado e defendeu por 6 anos a Fecomércio-RJ em acusações de irregularidades em litígio com uma instituição congênere, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que, na época, era presidida há mais de 30 anos por uma mesma pessoa — indicada ainda durante o regime militar e que também era acusada de irregularidades em sua gestão. Nossa atuação no caso resultou na elaboração de mais de 1.400 documentos, elaborados por 77 diferentes profissionais do nosso escritório em mais de 12 mil horas de trabalho. Tudo devidamente registrado em um sistema interno, que foi auditado e que teve a sua integridade confirmada, bem como de toda a relação contratual - além de diversas reportagens na imprensa sobre o tema. Ou seja, na lógica da delação construída pela "Lava Jato", os advogados contratados para defender a instituição pagam a conta dos seus dirigentes. No ano passado a "Lava Jato" divulgou a "senha" para que a delação fosse destravada. Por meio de fonte anônima (claramente vinculada à "Lava Jato") a revista Veja publicou que para destravar a delação seria necessário que o delator modificasse sua delação e fizesse referência ao meu nome. Da mesma forma que algumas das mais notórias delações realizadas no nosso pais - algumas impugnadas por mim, como a de Delcicio do Amaral e Palocci. Hoje verifiquei, a partir de reportagem da ConJur, que todo o ataque a mim e ao meu escritório foi construído no depoimento abaixo. Uma procuradora da “Lava Jato” fabricou uma versão acusatória, contrariando a própria versão do delator. O trecho é esclarecedor até para mim, que, junto com Valeska Teixeira Martins, falei pela primeira vez sobre lawfare no Brasil. Longe de tentar glamurizar a situação, até porque ela traz sofrimento à minha família e a terceiros, pretendo apenas confirmar como são construídos os ataques de lawfare que podem atingir empresas e pessoas que se tornam incômodas por razões econômicas, políticas, geopolíticas ou militares – ou até mesmo por se colocarem contra o fenômeno por meio de uma atuação combativa na advocacia, como foi o nosso caso. Quis o destino que um dos mais claros exemplos de lawfare numa situação envolvendo o meu nome. O vídeo abaixo não deixa qualquer dúvida e deveria causar constrangimento ao Sistema de Justiça do nosso país. Mais do que nunca, nosso trabalho e o comunicado feito à ONU em 2016 estava correto."
Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Gandu - BA
Atualizado às 21h32 - Fonte: Climatempo
24°
Poucas nuvens

Mín. 24° Máx. 29°

24° Sensação
11.8 km/h Vento
82.6% Umidade do ar
60% (5mm) Chance de chuva
Amanhã (30/10)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 23° Máx. 30°

Sol e Chuva
Sábado (31/10)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 22° Máx. 28°

Sol e Chuva
Ele1 - Criar site de notícias